
É uma palavra que eu gosto de dizer, inspiração. Inspiração é justo isso, inspirar, botar pra dentro o que está fora. No caso da arte, inspirar-se é ver algo que queremos, algo externo, e recriá-los à nossa moda, da maneira que olhamos. Não apenas na arte, mas em quase tudo o que conheço. Essa é a inspiração externa.
Mas se tratando de arte, para aqueles que gostam de buscar a inspiração externa, inspirar-se significa ser espontâneo. Pode ser uma flor, um animal, uma cor, um sorriso, independente do que seja, qualquer coisa pode inspirar uma pessoa. Desde que o mesmo tenha os olhos abertos e ouvidos limpos, podemos recriar qualquer coisa no mundo. Para os bons artistas, quando cito bons digo artistas espontâneos, buscar inspiração externa é uma forma de explorar novos horizontes, de não vermos o mundo por uma fechadura e sim abrirmos as portas e entrarmos em um universo sem limites.
Mas quando dependemos da inspiração externa, ficamos pobres. Sim, é uma verdade. Dependermos de coisas que não dependem de nós é ter um vazio dentro de nós mesmos. Precisamos preencher esse vazio primeiro com nossa inconsciência e depois com as coisas conscientes. Inconsciência na arte é algo que adquirimos com o tempo e é o que nos torna artistas naturais.
Encontrar inspiração no que os olhos vêem, é simples e fácil. Basta olharmos e repassá-los na nossa mente que, assim, nossas mãos irão reproduzir tudo de novo. Mas quando descobrimos uma inspiração interna, nossa mente trabalha sem barreiras, com um infinito a ser reproduzido. Podemos preencher qualquer superfície vazia com a nossa própria alma e da nossa maneira.
Sabe com o que se parece a cabeça de um desenhista sem inspiração? Com a própria folha em branco. Cada um representa um vazio, algo a ser preenchido. Muitas coisas me inspiram a desenhar e uma delas é a beleza que eu vejo nas pessoas. Um sorriso desenhado para mim é uma necessidade saciada. Mas o que eu mais prezo, quando preciso me inspirar, é o momento em que eu fecho os olhos, olho para dentro da minha alma e me encontro comigo mesmo, é quando entro no meu mundo.
Para definir com mais clareza, a inspiração interna se transforma na criação, o poder de criar.
“Inspira, expira. Mas expire beeem...” – Eu para eu mesmo.

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